sábado, 11 de julho de 2015

Entre a penumbra

Por entre a penumbra que paira neste ar pesado de ti, vagueias o olhar entre as frestas de um outro alguém. Repousas parte do teu eu no seu ombro, respiras pesadamente, pausadamente. 
A sincronização que ressoa de ambos faz estremecer o tempo, tudo pára. 
Os corações batem, forte. Sentimentos ressaltam nas paredes, no tecto, no chão, no ar onde flutuam. Unem-se ambos numa metamorfose quase cósmica, imaginária. Os corações páram.
A vida continua.