Por entre a penumbra que paira neste ar pesado de ti, vagueias o olhar entre as frestas de um outro alguém. Repousas parte do teu eu no seu ombro, respiras pesadamente, pausadamente.
A sincronização que ressoa de ambos faz estremecer o tempo, tudo pára.
Os corações batem, forte. Sentimentos ressaltam nas paredes, no tecto, no chão, no ar onde flutuam.
Unem-se ambos numa metamorfose quase cósmica, imaginária. Os corações páram.
A vida continua.