terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Quero-te

É de noite
Estou perdido entre tentativas de sonho
E o desespero de não te ter aqui ao meu lado
Não me sinto inteiro
Não sou eu
Estou contigo nesse sítio longínquo
Seguro-te os sonhos
Suspiro ao som da tua voz
Partilho o teu olhar na esperança que me encontres

Quero-te

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Um poema

Essa poesia que te escorre dos olhos, essa melodia que vagueia nesses lábios,  esse teatro que é o teu coração.

Aquela bela manhã

Está uma bela manhã, chove a potes.
Nos passeios circulam pequenos atletas olímpicos que tentam (muitas vezes em vão), evitar a todo o custo toda e qualquer poça de água. Nas estradas os cavaleiros do asfalto tentam controlar a raiva matinal. E eu aqui sentado a ver este espectáculo digno de um Cirque du Solei, cheio de artistas, acrobatas e palhaços.
As pessoas têm medo da chuva, a sério que têm. Nunca vi uma pessoa que assim que começasse a chover não perdesse completamente o norte, parece que a chuva interfere com os sentidos. Parecem crianças perdidas na floresta.

Somos todos pessoas sensíveis.

Temos uma sensibilidade nata não só para o dramatismo, bem como para a desgraça. Tudo é uma desgraça, a vida, o tempo, o estado disto, o estado daquilo, o outro, nós. É tão desgraçadamente desperdiçado o tempo das nossas vidas, nestes dramatismo de segunda.

Dá-me as tuas asas

Dá-me as tuas asas
Deixa-me voar por ti
Não partas
Fica, deixa-me ir no teu lugar
Permite que seja eu a correr os céus à tua procura
Deixa-me ser eu a embalar-te lá de cima
Fica